"Vou-me à imensidão com minhas asas azuis buscar pelos versos ocultos"

 

sexta-feira, 3 de julho de 2026

Sussurro

 



A luz da lua, intrusa em meu quarto, 

Desenha sombras sobre o lençol desfeito. 

Sinto o calor que emana de teu trato, 

O compasso frenético em meu peito.


Deslizo as mãos, buscando o teu relevo, 

Um mapa novo que insisto em decorar. 

Nesse silêncio, o que guardo, eu relevo, 

E deixo o corpo, enfim, se embriagar.


É um desejo que acende, que consome, 

Uma sede que a pele pede e clama. 

Sussurro baixo, apenas o teu nome, 

Enquanto o mundo lá fora se derrama.


Somos o verso, a chama e o compasso, 

Nessa entrega que a carne não esconde. 

Enlaço a vida em cada teu abraço, 

Onde a alma quer ir, o corpo responde.





AnnaLuciaGadelha



5 comentários:

  1. Gostei muito deste seu poema.
    É excelente.
    Parabéns pelo seu talento e inspiração.
    Boa semana minha querida amiga.
    Um beijo.

    ResponderExcluir
  2. Olá Anna.
    É um prazer conhecer o teu espaço.
    Escreves com muita intensidade e propósito.
    Hei-de voltar.

    Cumprimentos.

    ResponderExcluir
  3. Bonjour ma douce amie,

    Quelle beauté que tes vers, où l’encre se mêle au souffle du désir et où chaque mot devient une caresse déposée sur le silence.

    Ta plume dessine avec une délicatesse envoûtante cette rencontre entre le corps et l’âme, là où les émotions s’embrasent et où les silences murmurent les secrets du cœur.

    Merci pour ce magnifique partage, empreint de sensualité et de poésie. Que ta plume continue de faire danser les mots au rythme de ton âme.

    Avec toute ma tendresse et mon amitié poétique,

    Véronique

    ResponderExcluir