A luz da lua, intrusa em meu quarto,
Desenha sombras sobre o lençol desfeito.
Sinto o calor que emana de teu trato,
O compasso frenético em meu peito.
Deslizo as mãos, buscando o teu relevo,
Um mapa novo que insisto em decorar.
Nesse silêncio, o que guardo, eu relevo,
E deixo o corpo, enfim, se embriagar.
É um desejo que acende, que consome,
Uma sede que a pele pede e clama.
Sussurro baixo, apenas o teu nome,
Enquanto o mundo lá fora se derrama.
Somos o verso, a chama e o compasso,
Nessa entrega que a carne não esconde.
Enlaço a vida em cada teu abraço,
Onde a alma quer ir, o corpo responde.
AnnaLuciaGadelha
Linda homenagem!
ResponderExcluirFrenético se sensório
ExcluirGostei muito deste seu poema.
ResponderExcluirÉ excelente.
Parabéns pelo seu talento e inspiração.
Boa semana minha querida amiga.
Um beijo.
Olá Anna.
ResponderExcluirÉ um prazer conhecer o teu espaço.
Escreves com muita intensidade e propósito.
Hei-de voltar.
Cumprimentos.