"Vou-me à imensidão com minhas asas azuis buscar pelos versos ocultos"

 

terça-feira, 31 de março de 2026

 


Deixei a porta aberta e o café esfriar

Olhei pro relógio sem pressa de chegar

As sombras na parede desenham o que eu quis

Fragmentos de um tempo em que eu era aprendiz

A vida é um rascunho escrito à mão

No meio do silêncio, ouço o meu coração.

 

Não é o fim do mundo, é só o começo do trajeto

Vou trocar o medo por um plano mais concreto

O vento lá fora já começou a soprar

E eu não tenho medo de me reinventar.

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É pop, é rock, é a pulsação

De quem não entrega a alma na mão da solidão

Vou correr pro sol, sem olhar pra trás

O que ficou pra ontem já não me satisfaz

O mundo gira e a gente aprende a dançar

Nesse pop rock que nos faz acreditar!

 

As ruas da cidade guardam passos que eu dei

Alguns eu me orgulho, outros eu apaguei

Não busco perfeição em cada nota que sai

O que é verdadeiro nunca se distrai

A liberdade é um acorde que a gente toca

A verdade é o grito que explode na boca.

 

Se o caminho for longo, eu sigo o sinal

Transformo o ruído em algo visceral

Um pouco de distorção, um pouco de luz

É essa mistura que agora me conduz!

 

 É pop, é rock, é a pulsação

De quem não entrega a alma na mão da solidão

Vou correr pro sol, sem olhar pra trás

O que ficou pra ontem já não me satisfaz

O mundo gira e a gente aprende a dançar

Nesse pop rock que nos faz acreditar!

 

Acreditar..

Deixa o som levar...

O horizonte é o lugar.



AnnaLuciaGadelha



Dedico esta letra a Vitória Régia, cuja força é inesquecível”. Que cada verso carregue a energia da nossa amizade e o espírito do rock que nos inspira.

segunda-feira, 30 de março de 2026

SOMBRAS DANÇAM NA MARÉ

 





Vem o rio, vai o mar

Sob a lua, o amanhã

Onde o vento vai repousar

E o silêncio é a canção


Folhas de ouro no chão de prata

A floresta sabe esperar

Cada estrela é uma carta

Que o destino quer entregar

Sinta o pulso, ouça o centro


Longe... além do véu...

Perto... sob o céu...

O tempo é um círculo

A alma é o carrossel


Onde o vento repousa...



 AnnaLuciaGadelha





domingo, 29 de março de 2026

Urgência Mansa

 


Meus olhos te despem antes das mãos,

Num rito lento, onde o silêncio é prece.


Sou curva, relevo, o chão e o vão,


E o fogo que em teu toque amanhece.


Vem, percorre o caminho das vértebras,


Como quem lê um verso em braile no escuro.


Tua boca é o vinho que as sedes celebram,


O porto, a tormenta, o meu abraço seguro.


Sente o pulsar onde o sangue se apressa,


No ritmo exato da nossa urgência mansa.


Meu corpo é promessa que em ti se confessa,


E a tua pele é a música da minha dança.


Não há pressa no mel, nem medo no laço,


Apenas o encaixe, o fôlego que se perde...


Sou tua, inteira, no aperto do braço,


Enquanto a noite lá fora, de inveja, se morde.







AnnaLuciaGadelha