O silêncio trouxe o seu tom,
Despertando enfim o meu dom.
A pele se curva ao frisson,
Num suspiro que é tão bom.
Sublimemente meus sentidos aflorados
Arrepios pelo corpo fielmente experienciados
Coração, mente e corpo frequenciados
Vibração que flui dos seres maravilhados
No toque sutil do frisson,
A alma se rende à paixão.
Ondas de luz em expansão,
Unindo sentidos em fusão.
Emoção extravasada com amorosidade
Percebo claridade na escuridade
Vislumbro estrelas na introspectividade
Sinapses cerebrais em potencialidade
O universo em nós se traduz,
Num brilho que o toque conduz.
O que era sombra hoje é luz,
E o fluxo sagrado nos seduz.
Conexão com o universo exterior
Transcendência do eu interior
Energia transcendente consciencial
O ser em ápice substancial
:AnnaLuciaGadelha & Maria P. G. Albuquerque.
Gostei da sensualidade que emana do poema, deste frisson em que a pele se curva e o corpo se dobra e a natureza se manifesta em efusão.
ResponderExcluirBjss
O frisson não é apenas o resultado da química cerebral reagindo às ondas sonoras de uma canção. Frisson é antes de tudo a alma enviando ao cérebro a mensagem "amei esta canção". Lindo trabalho, Anna e Maria, parabéns!
ResponderExcluirLindo!
ResponderExcluirQue a Luz e o Sagrado nos sejam sempre presença estimulante e ao mesmo tempo serena e reconfortante.
Beijios.