"Vou-me à imensidão com minhas asas azuis buscar pelos versos ocultos"

 

segunda-feira, 6 de abril de 2026

Frisson

 

 O silêncio trouxe o seu tom,

Despertando enfim o meu dom.

A pele se curva ao frisson,

Num suspiro que é tão bom.


Sublimemente meus sentidos aflorados

Arrepios pelo corpo fielmente experienciados

Coração, mente e corpo frequenciados

Vibração que flui dos seres maravilhados


No toque sutil do frisson,

A alma se rende à paixão.

Ondas de luz em expansão,

Unindo sentidos em fusão.


Emoção extravasada com amorosidade

Percebo claridade na escuridade

Vislumbro estrelas na introspectividade

Sinapses cerebrais em potencialidade


O universo em nós se traduz,

Num brilho que o toque conduz.

O que era sombra hoje é luz,

E o fluxo sagrado nos seduz.


Conexão com o universo exterior

Transcendência do eu interior

Energia transcendente consciencial

O ser em ápice substancial

:AnnaLuciaGadelha & Maria P. G. Albuquerque.







3 comentários:

  1. Gostei da sensualidade que emana do poema, deste frisson em que a pele se curva e o corpo se dobra e a natureza se manifesta em efusão.
    Bjss

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  2. O frisson não é apenas o resultado da química cerebral reagindo às ondas sonoras de uma canção. Frisson é antes de tudo a alma enviando ao cérebro a mensagem "amei esta canção". Lindo trabalho, Anna e Maria, parabéns!

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  3. Lindo!
    Que a Luz e o Sagrado nos sejam sempre presença estimulante e ao mesmo tempo serena e reconfortante.

    Beijios.

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